julho 22, 2013

Mac and Cheese - Macarrão com queijo



Já havia feito um post com este delicioso macarrão (aqui), uma receita da querida Cinara que foi aprovada com louvor. Dessa vez, resolvi refazer, de uma forma mais rápida e simples, sem forno e usando uns pedacinhos de bacon para dar um toque final (bacon é bom com tudo!).

É uma receita rápida, para preguiçosos, atrasados, esfomeados!

Faça assim:

Em uma panela média, coloque 2 xícaras de penne, previamente lavado em água corrente (para tirar um pouco a goma). Acrescente 2 xícaras de leite, 1 colher de sopa de uma boa mostarda, dois dentes de alho, nós moscada ralada na hora (a gosto) e sal (pouco, já que o queijo já tem sal).

Deixe ferver em fogo alto e então abaixe o fogo, mexendo sempre para não grudar. O macarrão irá cozinhar nesse líquido, então observe o tempo de cozimento da massa e acrescente leite aos poucos, se necessário.

Enquanto isso, rale fino 200g (ou 1 xícara) de queijo cheddar (eu usei o gouda, pois o cheddar anda em falta por aqui) e reserve. Quando a massa estiver "no ponto", desligue o fogo e acrescente o queijo, incorporando-o ao molho que estava na panela. Ajuste o sal, se necessário.

Em separado, frite cubinhos pequenos de bacon e coloque por cima da massa pronta, além de queijo parmesão ralado na hora e folhas de salsa para enfeitar.

Simples, rápido, divino. Aprecie sem moderação.


julho 15, 2013

Minestrone


Faz tempo que não escrevo aqui, um espaço que criei anos atrás e que acabei abandonando por conta das mudanças na vida e pela correria cotidiana. Mas o "bom filho à casa torna" e espero que dessa vez o Trivial Básico sobreviva por loooongo tempo. Amigos, conto com a ajuda de vocês!

Vamos à sopa do dia. A receita é muito simples. Minestrone, palavra de origem italiana (minestra - sopa + -one - sufixo aumentativo) nada mais é do que um "sopão". Experimentei pela primeira vez no meu restaurante favorito, o Delírio Tropical, e desde então queria reproduzir em casa.

Procurando na web, encontrei inúmeras receitas, todas levando legumes e algumas com carnes, feijões e macarrão. Eu já tinha a sopa de legumes pronta, que usei como base para a Minestrone. Apenas acrescentei o feijão branco e a carne depois. Minha mãe tinha alguns pedaços de costelinha de porco sobrando, que passaram a fazer parte da sopa sem cerimônia. É uma receita democrática, você pode usar o que tiver na geladeira.

Vamos aos ingredientes:

- 1 colher de sopa de óleo;
- 2 cebolas grandes;
- 2 tomates grandes;
- 1 pedaço pequeno de abóbora cortada em cubos;
- 2 cenouras médias;
- 2 abobrinhas pequenas (ou 1 grande);
- 1 chuchu grande;
- 1 batata doce grande;
- folhas de couve cortadas grosseiramente;
- 1 e 1/2 xícara de feijão branco;
- 250g de carne;
- sal, pimenta, colorífico à gosto.

Numa panela grande, coloque o óleo para aquecer e acrescente as cebolas bem picadas. Deixe que fiquem brilhantes, mas sem queimar, pois amargam o caldo se passarem do ponto. Acrescente água e deixe que ferva um pouco, até reduzir. Acrescente a abóbora e cubra com água, cozinhando até que fiquem bem macias. Quando estavam no ponto, bati esse caldo de cebola e abóbora no liquidificador, formando um creme. Acrescentei um pouquinho mais de água e as cenouras, que possuem um cozimento mais lento. Quando estavam "al dente", coloquei os demais legumes e os tomates. Então coloquei sal e pimenta e um pouquinho de colorífico, pois gosto da sopa menos amarelada. Quando estavam macios, coloquei 1/3 dessa sopa em pedaços no liquidificador, devolvendo o creme para a panela. (Acho que faz toda diferença, pois não gosto muito de sopas "pedaçudas" e acho que ganhamos um creme saboroso, sem perder os legumes. E gosto de cortar os legumes em cubos pequenos, acho que fica uma sopa mais "delicada".) Por último coloquei a couve picadinha, corrigi o tempero e... prontinha uma sopa de legumes que serve como "base" para muitas outras.

Penso que seria ainda mais gostosa se eu tivesse sobras de carne assada para picar em cubos bem pequenos e jogar diretamente nessa sopa de legumes. Como não tinha, improvisei com uma carne para bifes que estava à disposição. Cortei em tiras finas, temperei, passei rapidamente no óleo e joguei no caldo. Em paralelo, cozinhei o feijão branco, à parte, e coloquei também no caldo. Mãe já tinha ferventado a costela, que foi prá panela também. Mais uma vez corrigi o sal, a pimenta e o colorífico. Quem gosta pode usar um caldo de carne ou legumes.

Senti falta de um ingrediente que prometo acrescentar na próxima vez: alho-poró (ou alho-porro, como preferir). Acho que vai fazer tooooda a diferença. Fica a dica prá quem tentar fazer. E se fizerem, por favor me digam como ficou!

Para finalizar, fizemos umas torradinhas (croutons prá ficar chique!) regadas no azeite e polvilhadas com orégano. Coisa rápida. Corte o pão de forma (que tá no finalzinho e ninguém mais quer) em cubos, coloque numa assadeira já regada com azeite (use as mãos para espalhar), salpique orégano (ou outra especiaria que preferir) e leve ao forno.

Ficou bom, gente. Não sobrou nadinha pro dia seguinte. :)

abril 13, 2010

Bacalhau ao creme de leite

Nas andanças pela net encontramos blogs que são verdadeira fonte de inspiração. Um dos primeiros que visitei foi o Elvira`s Bistrot. Pesquisando receitas de bacalhau, dei de cara com essa maravilha, que você pode conferir aqui. Segue a minha adaptação.

Elvira, querida, ficou divino! Obrigada por nos maravilhar com suas iguarias.

Ingredientes:

- 1 kg g de bacalhau;
- 5 batatas inglesas grandes;
- 2 cebolas médias;
- 50 g de manteiga;
- Azeite;
- 4 ovos;
- 300g de creme de leite;
- queijo parmesão ralado na hora.

Para o molho bechamel:

- 2 xícaras de leite de leite;
- 40 g de manteiga;
- 40 g de farinha de trigo;
- noz-moscada;
- sal;
- pimenta do reino.

Cozinhe os ovos por dez minutos aproximadamente, escorra-os, coloque-os em uma vasilha com água gelada e aguarde esfriar por completo. Cozinhe também as batatas com casca em água com sal. É importante que estejam cozidas, porém firmes, para que possam ser cortadas em rodelas uniformes a serem dispostas no recipiente que receberá o bacalhau.

Costumo deixar o bacalhau dessalgando em água gelada da noite para o dia, trocando a água quando em vez e ainda assim fervo as postas por uns 10 minutos para retirar o sal. Assim que ferver, retire da água e deixe esfriar. Em seguida, desfie o bacalhau em lascas grossas e reserve.

Descasque os ovos e as batatas. Pique os ovos e corte as batatas em rodelas, dispondo-as num pirex. Enquanto isso, pré-aqueça o forno a 200ºC.

Numa panela grande, coloque as cebolas em rodelas, a manteiga e um pouco de azeite. Doure a cebola, junte o bacalhau e refogue por uns minutos. Retire do fogo e reserve.

Faça então o molho bechamel: derreta a manteiga em fogo baixo, povilhe a farinha de trigo e envolva cuidadosamente. Mexa até a farinha ficar dourada. Em seguida, acrescente o leite e deixe ferver, até o molho ficar espesso e cremoso. Tempere com sal, pimenta e noz-moscada.

Fora do fogo, incorpore o creme de leite ao molho bechamel. Acrescente os ovos picados e as lascas de bacalhau com cebola.

Por cima das batatas já dispostas no pirex, coloque o bacalhau já envolto ao molho e polvilhe com queijo ralado na hora.

Gratine por 20 minutos aproximadamente e delicie-se com essa receita portuguesa tão tradicional e deliciosa.

abril 07, 2010

Risoto de camarão do Edu Goldenberg


O mundo virtual é realmente surpreendente. Nele descobrimos um universo de informações, gente interessante, realidades próximas ou distantes da nossa, travamos novas amizades...
Essa receita foi pescada no Buteco do Edu, blog do queridíssimo Eduardo Goldenberg. Foi por intermédio do meu irmão, Diego, que conheci seus textos, tanto do livro que publicou (Meu lar é o botequim), quanto os postados no Buteco. E foi lá que encontrei essa receita e algumas outras que nos deixam com vontade de correr para a cozinha e testar.
Edu, esse risoto foi a alegria de cinco bocas esfomeadas na sexta-feira santa. Por conta da data, não usamos o dendê, quizila de Oxalá. ;-)
Não sobrou um único grão.
Ingredientes:
- 4 xícaras de arroz parboilizado (usamos 3 xícaras);
- 2 cebolas argentinas grandes picadas (usamos 2 médias);
- 400 g de queijo parmesão ralado na hora (usamos 200g);
- 4 tomates picados e sem sementes (usamos os 4 mesmo);
- 230 ml (aproximandamente) de massa de tomate (usamos um sachê de 200ml de extrato de tomate pronto);
- 4 dentes de alho picados em cubos (usamos 3);
- 2,5 litros de caldo de legumes (usamos o mesmo indicado pelo Edu e bastou);
- 2 kilos de camarão médio (usamos 2,5 kilos);
- 1 kilo de camarão VG (não usamos);
- vinho branco verde (usamos uns 150 ml do que tinha na geladeira);
- manteiga;
- azeite extravirgem;
- creme de leite (usamos 1 caixinha);
- azeite de dendê (não usamos);
- coentro picadinho a gosto.
Obedecemos as orientações do Edu e fizemos da seguinte forma:
Dissolvemos dois caldos de legumes em 2,5 litros de água, aquecendo em fogo brando. Enquanto isso, iniciamos o preparo do arroz. Deixamos a manteiga derreter no fundo de uma panela grande. Douramos a cebola, sem deixar queimar, e em seguida acrescentamos o alho picadinho. Fritamos o arroz nesse refogado perfumado. Em seguida, acrescentamos o vinho, deixando evaporar quase que por completo. O perfume é realmente delicioso.
Feito isso, acrescentamos uma concha do caldo de legumes, mexendo para que o arroz incorporasse o líquido. Conforme o líquido ia diminuindo, mas em secar, fomos acrescentando em conchas o caldo de legumes, tomando o cuidado para não quebrar o arroz ao mexer. Ao notar que o arroz estava quase cozido, acrescentamos os camarões, o coentro, os tomates e o queijo, seguindo a orientação de não deixar os camarões se partirem ou destroçar os tomates em cubo. Nesse momento seria incluído o dendê, que não usamos.
Então, deixamos o resto do caldo evaporar, mexendo com bastante cuidado, e quando estiva cozido, mas al dente, acrescentamos o creme de leite, uma pitada de manteiga e uma colher de sopa de azeite extravirgem, incorporando com cuidado.
Os 10 minutos de espera para servir só foram respeitados porque eu finalizava um outro prato, que depois postarei a receita aqui.
Edu, muita gentileza compartilhar a receita conosco. Coisa de alma generosa. Grande abraço!

março 01, 2010

Massa ao molho funghi


Faz tempo que não passo por aqui. Às vezes queremos tanto retomar o lazer, mas a correria da vida moderna nos impede. Finalizei alguns projetos recentemente e agora, enfim, tenho mais tempo para continuar com o Trivial Básico. Confesso que rolou um desânimo, minha câmera quebrou, enfim... Mas o bacana é contar com o empurrão de amigos que gostam desse espaço e me incentivam a continuar.

Daniela, Serginho, Monique, Beto, Diná, Paula, Sessé e MARIDO: este post é pra vocês, que me deliciaram com conversas hilárias nesse jantar divino! Da próxima vez, não esqueceremos o sal... Beijos!

Massa caseira ao molho funghi

Coisa simples é preparar um molho e uma massa. Para meio quilo de massa fresca, usamos 200g de funghi secchi (não estou certa, mas acredito que foi Shimeji). Como estão desidratados, é necessário colocar em uma panela com água suficiente para cobrir tudo e esperar que hidratem, em fogo brando. Como alguns acabam apresentando uma “areia fina”, algumas pessoas preferem escorrer o líquido, mas nós preferimos utilizar a água em que foram hidratados para o molho. Retiramos o líquido, deixamos “decantar” e então coamos, a fim de retirar o máximo da "areia" sem perder o líquido. Antes de devolver o líquido para a panela, refogamos o funghi com vinho tinto, deixando evaporar. Devolvemos o líquido escuro para a panela, acrescentamos uma cebola picada, sal e pimenta a gosto. Com o fogo apagado, acrescentamos uma caixinha de creme de leite, misturando tudo. Simples, não? A massa foi comprada de uma família italiana que tem um restaurante em Friburgo, cidade serrana do interior do Rio de Janeiro. Saladinha para acompanhar. Uma delícia.

setembro 29, 2009

Caldinho verde


Quem é capaz de resistir a um caldo verde quentinho, em um dia frio e chuvoso? Fácil de preparar, delicioso de saborear como entrada ou prato principal. A batata nos dá a energia do carboidrato, a couve é rica em em vitaminas A e C, além de cálcio, fósforo e ferro, quer mais? A carne nos dá a proteína, a "força", mas que pode ser substituída pela soja ou mesmo retirá-la. Experimente fazer com inhame, ao invés da batata e surpreenda seu paladar.

Vamos lá!

Em uma panela, coloque três batatas médias, meia cebola e um dente de alho cortados grosseiramente e um caldo de galinha. Acrescente água e deixe ferver até que a batata cozinhe por completo. Enquanto isso, lave a couve, deixe em solução de limpeza e depois corte o mais fininho que conseguir. Reserve. Cozinhe as carnes em pressão ou fervura e reserve. Após o cozimento das batatas, despeje tudo em um liquidificador, bata por um minuto e devolva à panela. Regue com azeite de oliva a gosto. Misture a couve e deixe ferver por um tempo, acrescendo em seguida as carnes. A consistência deve ser cremosa.

agosto 30, 2009

Cursos de decoração e organização

Meu interesse pela decoração de interiores cresce a cada dia. Tenho vontade de fazer um curso superior na área por puro prazer. Estudar é ótimo quando o assunto nos interessa. Enquanto não encontro tempo para os de longa duração, estou fazendo alguns cursos mais curtos, com a proposta de conhecer conceitos e temáticas que possam me ajudar no dia-a-dia. Fiz, então, dos cursos de 16h - Decoração de Residências e Organização de Espaços - com a arquiteta, designer e organizer Rossana Estrella e pretendo dividir com vocês um pouco do que aprendi. Espero que gostem! Beijos!

agosto 17, 2009

Coisas da Itália


Quando viajo, sinto necessidade de trazer algo que sirva de lembrança do lugar. Adoro ímãs de geladeira em especial e os amigos ajudam a ampliar a coleção. Não deixo de visitar os mercados e as feirinhas das cidades, pois é um programa que curto bastante.
Mas sempre que vou à Teresópolis, PRECISO passar na feirinha do Alto e trazer prá casa os produtos artesanais de um senhorzinho italiano que vende o melhor molho de tomate que já provei. E já que estava lá mesmo, trouxe também tomate seco e a tradicional sardela. Não resisti. Agora estou aqui imaginando o que fazer com eles. Alguma sugestão? ;-)

agosto 16, 2009

Flores secas


Passar o final de semana fora de casa é um santo remédio para qualquer estresse ou desânimo. Sair da rotina, dormir em outra cama que não a sua gera movimento, o corpo percebe a mudança. Se vier acompanhado de bons amigos, clima de montanha, ar puro, comidinhas que aqueçam o corpo e a alma...hum... melhor ainda.

Este final de semana estive na casa da Diná (amiga que me apresentou ao marido anos atrás) em Teresópolis, lugar que adoro. Aproveitei para enriquecer este espaço com as particularidades que encontro na casa de amigos. Um olhar mais atento e pronto: encontramos uma idéia, pronta para ser copiada.

Confesso que tenho um pouco de resistência ao uso de flores artificiais na decoração. Prefiro as naturais, sem dúvida, embora as primeiras já consigam imitar as outras com perfeição e requinte. Quando me deparei com esse arranjo tão despretencioso na casa da Diná, foi amor à primeira vista. Gostei demais da combinação da jarra bojuda de metal prateado com as flores secas que vendem ali, na feirinha de artesanato de Teresópolis. Simples e gracioso, como tudo deveria ser.

agosto 12, 2009

Mar de leite


Por baixo, a areia fina, leve, que sopraria caso não fosse sobreposta pelo mar... de leite.

Na cozinha do vizinho encontramos preciosidades. Foi o caso desse pavê de doce de leite que encontrei no site da Dadivosa tempos atrás. Já fiz duas vezes, mas as fotos nunca ficavam boas. Agora chegou a hora de postar aqui essa receita tão clássica, tão "antiguinha" e que é uma delícia. Lembra os doces de vó, os que não esquecemos.

Ingredientes:
4 gemas 8 colheres de sopa de açúcar - usei menos
150 g de manteiga em temperatura ambiente - recomendo a da marca Aviação
2 latas de creme de leite sem soro
1 a 2 xícaras de leite
2 1/2 pacotes de biscoito maisena
1 1/2 lata de doce de leite (ou uns 500 g) - usei o da marca Aviação também
150 g de castanha de caju moída - pode-se substituir por cerejas em calda para decorar

"Com o auxílio da batedeira, faça uma gemada bem clarinha batendo bem o açúcar com as gemas. Adicione a manteiga e bata até incorporar. Junte o creme sem soro e bata até o creme ficar homogêneo e reserve. Inicie a montagem: faça uma camada fina de creme no fundo da travessa, vá passando os biscoitos rapidamente no leite e colocando-os lado a lado, bem juntinhos. Cubra com um pouco de creme, nova camada de biscoitos e assim por diante, finalizando com os biscoitos. Misture bem o doce de leite com uma colher, para desmanchar. Leve-o ao microondas por um minutinho, para ajudar. Cubra os biscoitos da última camada com uma generosa e caprichada porção de doce de leite. Polvilhe a castanha de caju e leve à geladeira. Sirva no dia seguinte, bem geladinho." Obrigada, Dadivosa!

Foto: J. C. Rocha

agosto 02, 2009

Picanha no forno e arroz piamontese


Este prato é ótimo para servir aos amigos em um dia frio, acompanhado de um vinho tinto leve. Parece complexo e elaborado, mas é tão simples que de primeira eu já acertei! E olha que não faz muito tempo que aprendi a fritar ovos...rs Aprovado com louvor.
Ingredientes para o arroz:
-3 xícaras de arroz parboilizado;
-3 e ½ xícaras de caldo de frango;
-1 lata de cogumelos em conserva;
-2 copos de vinho branco seco;
-1 cebola média;-2 dentes de alho;
-200g de manteiga; use manteiga mesmo!!
-100g de queijo parmesão; vale a pena investir em uma boa marca
-200g de mussarela;
- 1 e ½ xícara de creme de leite fresco ou 1 caixinha de 200g; e
-sal e pimenta branca a gosto;

Pulo do gato?

Não tem, mas minha dica é deixar tudo preparado antes de iniciar. Lave o arroz (não muito) e deixe escorrer até secar. Enquanto isso, fatie os cogumelos, pique bem a cebola, esprema o alho, dissolva os 2 tabletes de caldo de frango (preferencialmente os sem gordura!) em 2 litros de água, rale os queijos e deixe à mão os demais ingredientes. Quando dá tempo, eu escorro o caldo em um pano limpo, sem uso, para retirar os resíduos dos temperinhos que vem nos caldos de frango. Use manteiga de qualidade e um bom queijo parmesão, pois faz sim diferença. Tudo pronto?

Vamos lá:

Doure a cebola e o alho em metade da manteiga. Junte o arroz cru, já sequinho, refogue bem e acrescente o vinho branco. Deixe secar esse líquido completamente e só então acrescente o caldo de frango. Tampe a panela, baixe o fogo, tempere com sal e pimenta e deixe cozinhar normalmente. Após 8-10 minutos, aproximadamente, observe se o arroz está úmido, ainda sem secar completamente. O ideal é que o arroz fique “al dente” e úmido, para que possa dar “liga”. Nesse ponto, junte os cogumelos fatiados, acrescente o restante da manteiga, o creme de leite e os queijos, tomando o cuidado de incorporar os ingredientes aos poucos. Corrija o sal e, se for necessário, acrescente leite até que o arroz fique com a consistência que você desejar. Retire do forno e sirva em seguida.

A picanha:

Simples. Para uma peça de picanha de 1kg aproximadamente, utilize 3 kg de sal grosso. Cubra o fundo de uma assadeira com 1 kg do sal e coloque a picanha com a gordura virada para cima e cubra com o restante do sal grosso. Não pode deixar nenhuma parte exposta! Leve ao forno médio a alto por 50 minutos (para quem prefere ela mais mal passada por dentro) ou mais. O sal criará uma “crosta” dura e resistente, que impedirá que o suco da carne se perca, cozinhando-a em seu próprio líquido. Ao retirar do forno, quebre a crosta de sal, fatie e sirva com o arroz.

Pizza da Dona Luiza

Pizza. Hum. Pizza... Quem não gosta? Pode ser vegetariano, natureba, vai comer pizza de alfafa e broto de feijão, com farinha integral, mas vai amar essa delícia. Receita de massa cada um tem a sua. Eu confesso que não sou tarada por pizza não, posso viver sem ela, mas quando penso em comer, prefiro a da minha mãe. Massa alta, fofa, leve, aquele monte de queijo derretido por cima e muito tomate! Tem quem prefira a massa tipo biscoito. Eu gosto também, enche menos, come-se mais. rs Entretanto, o diferencial aqui é justamente dividir com os amigos o nosso mundo, o nosso modo de fazer. Essa receita é fácil, rápida e faz um sucesso danado. Se testar, escreva-me dizendo o que achou. Grande beijo!

Ingredientes:

- 5 colheres cheias ou 1 tablete de manteiga (minha mãe usa margarina);
- 30 gramas de fermento de pão;
- 1 colher de sopa rasa de açúcar;
- 1 colher de chá de sal;
- 1 copo de leite morno;
- 1 colher de chá de cebola ralada; e
- 3 xícaras de farinha de trigo.

Faça assim: dissolva o fermento no leite morninho. Em seguida, acrescente os ingredientes em um recipiente e misture tudo. A massa é mole mesmo, não precisa acrescentar mais farinha. Deixe descansar, se for possível, por uns 30 minutos. Depois, lambuze as mãos com óleo para poder modelar, trabalhar a massa, espalhando-a lentamente pelos tabuleiros. Como é mole, fica mais trabalhosa para espalhar. Compensa. Espalhou? Coloque por cima o molho de tomate de sua preferência ou faça o seu, usando tomates italianos frescos (aqueles mais compridinhos e carnudos), cebola e muitos verdinhos, levando ao fogo até reduzir e engrossar. Cubra com mozzarella ralada a gosto, rodelas de tomate e manjericão. O topo você colore com o que quiser e gostar. Eu amo rúcula com parma! Qual o seu preferido?

(Re)começar


Amigos, visitantes do blog.

Quanto tempo!

Estava com sinceras saudades de escrever aqui e de visitar os blogs amigos.

O motivo do sumiço foi uma sucessão de acontecimentos que culminaram numa completa falta de tempo e de condições (físicas e mentais) para este espaço aqui, que é um deleite pra mim.

Foram momentos difíceis, duros, porém construtivos para mim, sobretudo do ponto de vista do crescimento e amadurecimento pessoal.

Estudei muito, fiquei doente, mudei de emprego, fui convocada por um concurso público, tive algumas perdas e muitos ganhos. Foi preciso canalizar toda a energia para outras atividades e para mim mesma. Então, algumas coisas, por mais prazerosas que fossem, tiveram de ser deixadas de lado em favor de tudo o que estava ocorrendo em minha vida. Mas a paixão pela culinária e pela decoração continuam. Mas já não sou mais a mesma pessoa. O olhar apurou, o paladar também.

Vou postar algumas coisas que estiveram guardadas, mas com o tempo vocês perceberão as mudanças de que falo aqui. A vida é assim, estamos em eterna transformação e "o caminho se faz ao caminhar." Caminhemos, juntos, então!

Grande beijo.

dezembro 25, 2008

Feliz natal



Diante do bolo iluminado, abraças, feliz,

os entes amados que chegaram de longe...

Ouves a música festiva que passa, de leve,

por moldura de harmonia às telas da natureza...



Entretanto, quando penetrares o templo da oração,

reverenciando o Mestre que dizes amar, mentaliza o estábulo pobre.

Ignoramos de que estrela estaria chegando o Sublime Renovador,

mas todos sabemos em que ponto da Terra começou ele o apostolado divino.



Recorda as mãos fatigadas dos tratadores de animais,

os dedos calosos dos homens do campo,

o carinho das mulheres simples que lhe ofertaram as primeiras gotas do próprio leite

e o sorriso ingênuo dos meninos descalços que lhe receberam do olhar a primeira nota de esperança.



Lembra-te do Senhor,

renunciando aos caminhos constelados de luz para acolher-se,

junto dos corações humildes que o esperavam, dentro da noite,

e desce também da própria alegria, para ajudar no vale dos que padecem..



Contemplarás, de alma surpresa, a fila dos que se arrastam,

de olhos enceguecidos pela garoa das lágrimas.

Ladeando velhinhos que tossem ao desabrigo,

há doentes e mutilados que suspiram pelo lençol de refúgio na terra seca.



Surgem mães infelizes

que te mostram filhinhos nus e crianças desajustadas

para quem o pão farto nunca chegou.


Trabalhadores cansados falam do abandono

e jovens subnutridos se referem ao consolo da morte...


Divide, porem, com eles o tesouro de teu conforto

e de tua fé e nos recintos de palha e sombra a que te acolhes,

encontrarás o Cristo no coração, transfigurando-te a vida,

ao mesmo tempo que, nos escaninhos da própria mente,

escutarás, de novo, o cântico do Natal,

como de repetido na pauta dos astros:



- Glória a Deus nas alturas e boa vontade para com os homens!...

Meimei

dezembro 03, 2008

Pavê de cupuaçu



Faz uns 8 anos que experimentei pavê de cupuaçu pela primeira vez. A fruta é da região norte, mas foi aqui no Rio, na Ilha do Governador, num restaurante especializado em comida nordestina, que provei dessa receita. Sobremesa incrível, exótica, muito diferente.
Desde então, ficava com água na boca só de lembrar. Fiz uma longa busca por esta receita navegando na net, até encontrar uma bem simples que resolvi tentar. Queria testar para ver se ficaria parecida com aquela que tanto gostava.

A única coisa que me lembrava era que o pavê tinha um polvilhado acima do creme que eu não sabia do que era feito. Não é que descobri por acaso? Era apenas biscoito maisena triturado até virar um pó, peneirado por cima! Olha, e ficou parecido com o que comia tempos atrás na Ilha.

Mas atenção: não recomendo esta receita se não tiver certeza de que gostem do cupuaçu. O sabor é forte da fruta, então nem sempre agrada a todos os paladares. Em casa, ficou meio a meio: minha mãe e meu marido não gostaram; meu irmão ficou no muro; eu e minha cunhada adoramos. Prove e diga o que achou! ;-)
Ingredientes:
- 400g de polpa de cupuaçu (usei polpa da fruta congelada, 2 saquinhos);
- 2 latas de leite condensado (eu prefiro o Moça);
- 2 latas de creme de leite sem soro (ou a mesma quantidade de creme de leite fresco);
- 2 pacotes de biscoito maisena.

Bati a polpa e o leite condensado no liquidificador. Envolvi o creme de leite (bem gelado) aos poucos até formar um único creme. Alternei o creme e os biscoitos, em camadas, e por último coloquei alguns biscoitos batidos no liquidificador até virar um pó por cima, para finalizar. Não molhei os biscoitos em leite, pois queria uma consistência mais firme e sequinha. Delícia. ;-)

novembro 24, 2008

Sling da Paula


Vocês já conhecem minha paixão pelo artesanato, pelo hand-made, e por tudo o que é novo e curioso. rs O SLING é um pouco de tudo isso e foi paixão à primeira vista. Numa descrição crua, podemos dizer que é basicamente um tecido de 1 X 2 m com uma argola de metal específica e serve para carregar bebês. rs O tecido é ajustado com o corpo do bebê e da pessoa que irá segurá-lo, funcionando como uma bolsa de canguru. Permite várias posições, é simples, funcional, totalmente seguro e muito confortável para o bebê.


O primeiro que vi foi o de uma amiga, Daniela, que tem vários e leva prá todo lado. E quem fez os dela foi Paula (foto), uma pessoa queridíssima e muito habilidosa. Para quem quiser, coloco aqui o contato dela no Elo7, onde poderão conhecer melhor seu trabalho, que é lindo! As fotos que estão aqui são dela, devidamente autorizadas. Não tenho filhos (ainda! rs), mas certamente já estou anotando as dicas com as amigas e repassando, pois o que é bacana a gente divide. ;-)

novembro 15, 2008

Salada de Bacalhau


Uma comidinha rápida para este calor intenso do Rio de Janeiro. Esta salada é fresca, viva, cheia de cores e sabores. Lembra os muitos natais que passei em Mauá, na casa dos meus tios, onde a comida era farta e o ritmo era o samba. Nada menos carioca. Graças à figura ímpar do tio Luiz Carlos, sei de cor todos os sambas da Vila Isabel. Sentimos falta do tio-baixotinho, os natais não são mais os mesmos, pois ele irradiava alegria e energia. Mas as saladas perpetuam a celebração, porque como diz o samba, esse ritmo que ele tanto amava, "o show tem que continuar!"

Ingredientes:

- 6 batatas médias;
- 500 g de bacalhau (eu usei lascas);
- flores de brócolis;
- 2 tomates pequenos;
- 1 pimentão verde;
- 2 ovos;
- 1 cebola média;
- azeitonas pretas;
- azeite;
- limão ou vinagre;
- sal e pimenta a gosto.

Não tem segredo. É colocar as batatas para cozinhar em água com sal e descascá-las quando amornarem, cortando-as em rodelas não muito finas. Elas forrarão o fundo do refratário. Cubra com o bacalhau cozido (não deixe de colocar o bacalhau de molho um dia antes para tirar o sal), os tomates em rodelas, tiras de pimentão, as flores de brócolis cozidas no vapor e os ovos cozidos em rodelas. Usei azeitonas pretas, mas fica ao gosto do freguês. Aliás, podemos acrescentar cenouras, ervilhas e o que mais tivermos na despensa. Regue com azeite extravirgem, sal e pimenta. Eu costumo levar à geladeira e sirvo fria. Bom apetite! ;-)

outubro 31, 2008

Pastel da Dona Luiza


Algumas receitas são especiais. A importância não reside na especialidade das coisas, mas nos significados que têm para nós. Esta receita é repleta de significados para mim. De todas as que minha mãe prepara, nenhuma me dá mais prazer do que esta, é sua "assinatura".
Depois de tanto tempo sem um post, precisava retornar com uma receita que me emociona, que lembra minha infância, que tem sabor de passado.

A massa é leve, crocante nas pontas, suave e macia por dentro. O recheio é o que sua imaginação permitir, mas minhas papilas águam pelo sabor "familiar" da carne moída, do queijo, da banana com canela... Coisa de mãe. Sentimentos de cumplicidade com minha mãe surgem ao cozinhar. Alimentar, afinal, é uma ato de amor.

Como toda receita de mãe, medidas exatas não são o forte. Minha mãe diz que sabe " de olho" a quantidade das coisas. Esse negócio de X ml disso, X xícaras daquilo não funciona com mães. Então a "pedra segue como cantada": escrevo como ela me ditou.

Ingredientes:

- 1 tablete de manteiga ou margarina (usar em temperatura ambiente);
- 1 gema;
- 1 copo de água (250 ml aproximadamente);
- farinha de trigo (juro que vou medir da próxima vez);
- sal a gosto.

Misturar todos os ingrediantes com a farinha de trigo. Acrescente farinha até que a massa solte das mãos. Massas são temperamentais: muita farinha, fica dura; pouca, não solta das mãos. É incrível, mas é assim: precisamos da justa medida (Aristotélico isso).

Faça bolinhas com as mãos, pouco maiores que um brigadeiro. Cada bolinha será um pastel. :-D

Polvilhe o local onde vai abrir a massa com farinha, para não grudar. Abra uma bolinha com um rolo. Mais uma vez elas parecem temperamentais: enquanto abrimos, elas teimam em encolher, mas é assim mesmo. Insista, persevere! Elas acabam desistindo e formando um pequeno círculo. Então, recheie com o que desejar.

Dobre o círculo, formando uma meia-lua e feche o pastel, firmando as extremidades com o garfo, não muito forte para a massa não rasgar. Frite em óleo bem quente e delicie-se quando esfriar um pouquinho. ;-)

setembro 09, 2008

Cozinhas dos sonhos

Eu estou adorando cozinhar. Para mim, que não sabia fritar um ovo até casar, o processo de aprendizado tem sido muito rico, que começou com a reforma do apartamento, onde a primeira coisa que defini foi como aproveitar ao máximo o espaço de experimentação que seria a cozinha.

Como moro em um "apertamento", com aquelas cozinhas típicas de prédios modernos, compridas e estreitas, tive que me concentrar em trazer luz, praticidade e precisão nas medidas.

As cores que estavam em mente eram o verde e o branco. Ficou clara, com aspecto de limpeza e do meu jeitinho. Deixei as nuances de verde para a cerâmica que reveste as paredes, que imita pastilhas (mesmo assim, em tons beeeeem suaves), e para o granito verde ubatuba da pia. O resto é branco, incluindo os armários (não gosto daqueles detalhes de MDF coloridos, acho cansativo).

Mas até hoje fico sonhando com uma cozinha com mais espaço, daquelas antigas, quadradas, que cabem uma mesa para uma conversa informal enquanto peparo o jantar... Vejam o que encontrei nas andanças pela web.

Adoro ladrilhos hidráulicos. É o revestimento que mais gosto, embora o custo seja relativamente alto. Custam em média entre 7-12 reais cada peça. Nesta cozinha, vemos o casamento feliz da rusticidade do ladrilho e da mesa de jantar com a modernidade dos armários de metal, da coifa e da geladeira de última geração. Eu particularmente adoro a combinação da madeira, dos ladrilhos em tons de verde e marrom e do vermelho de cadeiras e objetos.

Mais uma com ladrilhos, em amarelo. Contraste com a mesa rústica vermelha e demais tons neutros. E muita, muita luz natural...

Predominância do branco, com uma pitada de amarelo. Enjoando da cor, é só mudar ou acrescentar objetos. Já repararam nas prateleiras? É uma forte tendência, vejam.


Nada de cor? Seguem algumas cozinhas bem clarinhas e cheias de luz.

Colorir móveis antigos e paredes é a forma mais comum de imprimir seu estilo e dar personalidade aos ambientes.


E aí? Como é a cozinha dos seus sonhos?

Fotos: Absolutely Baeutiful Things, Casa e Jardim, Elledecor, Living etc., Viver Bem

setembro 03, 2008

Buffet Italiano


Gente, recebi este e-mail hoje pela manhã e fiquei extasiada com o que vi. Se não bastassem as comidas, me perdi observando cada detalhe que decora o ambiente do restaurante.


Vale a visita. É uma provocação gastronômica!


Abra o link acima e, após carregar a foto, arraste o mouse sobre a mesma, com o botão apertado, para se ver sob todos os ângulos. Para dar zoom, gire o botão do mouse.

### Gente, depois do Luís, do Outras Comidas, me perguntar onde ficava esta típica cantina italiana, fui buscar mais informações na net e descobri que esta é uma visão panorâmica do restaurante Blue Moon, que fica em - pasmem - Lima, no Peru! Descobri que ele dispõe da segunda maior adega exposta do mundo, com mais de 17500 garrafas... Perdição pura. Obrigada, Luís! ####