Dezembro 25, 2008

Feliz natal



Diante do bolo iluminado, abraças, feliz,

os entes amados que chegaram de longe...

Ouves a música festiva que passa, de leve,

por moldura de harmonia às telas da natureza...



Entretanto, quando penetrares o templo da oração,

reverenciando o Mestre que dizes amar, mentaliza o estábulo pobre.

Ignoramos de que estrela estaria chegando o Sublime Renovador,

mas todos sabemos em que ponto da Terra começou ele o apostolado divino.



Recorda as mãos fatigadas dos tratadores de animais,

os dedos calosos dos homens do campo,

o carinho das mulheres simples que lhe ofertaram as primeiras gotas do próprio leite

e o sorriso ingênuo dos meninos descalços que lhe receberam do olhar a primeira nota de esperança.



Lembra-te do Senhor,

renunciando aos caminhos constelados de luz para acolher-se,

junto dos corações humildes que o esperavam, dentro da noite,

e desce também da própria alegria, para ajudar no vale dos que padecem..



Contemplarás, de alma surpresa, a fila dos que se arrastam,

de olhos enceguecidos pela garoa das lágrimas.

Ladeando velhinhos que tossem ao desabrigo,

há doentes e mutilados que suspiram pelo lençol de refúgio na terra seca.



Surgem mães infelizes

que te mostram filhinhos nus e crianças desajustadas

para quem o pão farto nunca chegou.


Trabalhadores cansados falam do abandono

e jovens subnutridos se referem ao consolo da morte...


Divide, porem, com eles o tesouro de teu conforto

e de tua fé e nos recintos de palha e sombra a que te acolhes,

encontrarás o Cristo no coração, transfigurando-te a vida,

ao mesmo tempo que, nos escaninhos da própria mente,

escutarás, de novo, o cântico do Natal,

como de repetido na pauta dos astros:



- Glória a Deus nas alturas e boa vontade para com os homens!...

Meimei

Dezembro 03, 2008

Pavê de cupuaçu


Faz uns 8 anos que experimentei pavê de cupuaçu pela primeira vez. Aqui no Rio, na Ilha do Governador, existia um restaurante especializado em comida nordestina que era divino. Foi lá que provei essa sobremesa incrível, exótica, muito diferente.

Desde então, ficava com água na boca só de lembrar. Fiz uma longa busca por esta receita navegando na net, até encontrar uma bem simples que resolvi tentar. Queria testar para ver se ficaria parecida com aquela que tanto gostava.

A única coisa que me lembrava era que o pavê tinha um polvilhado acima do creme que eu não sabia do que era feito. Não é que descobri por acaso? Era apenas biscoito maisena triturado até virar um pó, peneirado por cima! Olha, e ficou parecido com o que comia tempos atrás na Ilha.

Mas atenção: não recomendo esta receita se não tiver certeza de que gostem do cupuaçu. O sabor é forte da fruta, então nem sempre agrada a todos os paladares. Em casa, ficou meio a meio: minha mãe e meu marido não gostaram; meu irmão ficou no muro; eu e minha cunhada adoramos. Prove e diga o que achou! ;-)

Ingredientes:

- 400g de polpa de cupuaçu (usei polpa da fruta congelada, 2 saquinhos);
- 2 latas de leite condensado (eu prefiro o Moça);
- 2 latas de creme de leite sem soro (ou a mesma quantidade de creme de leite fresco);
- 2 pacotes de biscoito maisena.

Bati a polpa e o leite condensado no liquidificador. Envolvi o creme de leite (bem gelado) aos poucos até formar um único creme. Alternei o creme e os biscoitos, em camadas, e por último coloquei alguns biscoitos batidos no liquidificador até virar um pó por cima, para finalizar. Não molhei os biscoitos em leite, pois queria uma consistência mais firme e sequinha. Delícia. ;-)

Novembro 24, 2008

Sling da Paula


Vocês já conhecem minha paixão pelo artesanato, pelo hand-made, e por tudo o que é novo e curioso. rs O SLING é um pouco de tudo isso e foi paixão à primeira vista. Numa descrição crua, podemos dizer que é basicamente um tecido de 1 X 2 m com uma argola de metal específica e serve para carregar bebês. rs O tecido é ajustado com o corpo do bebê e da pessoa que irá segurá-lo, funcionando como uma bolsa de canguru. Permite várias posições, é simples, funcional, totalmente seguro e muito confortável para o bebê.


O primeiro que vi foi o de uma amiga, Daniela, que tem vários e leva prá todo lado. E quem fez os dela foi Paula (foto), uma pessoa queridíssima e muito habilidosa. Para quem quiser, coloco aqui o contato dela no Elo7, onde poderão conhecer melhor seu trabalho, que é lindo! As fotos que estão aqui são dela, devidamente autorizadas. Não tenho filhos (ainda! rs), mas certamente já estou anotando as dicas com as amigas e repassando, pois o que é bacana a gente divide. ;-)

Novembro 15, 2008

Salada de Bacalhau


Uma comidinha rápida para este calor intenso do Rio de Janeiro. Esta salada é fresca, viva, cheia de cores e sabores. Lembra os muitos natais que passei em Mauá, na casa dos meus tios, onde a comida era farta e o ritmo era o samba. Nada menos carioca. Graças à figura ímpar do tio Luiz Carlos, sei de cor todos os sambas da Vila Isabel. Sentimos falta do tio-baixotinho, os natais não são mais os mesmos, pois ele irradiava alegria e energia. Mas as saladas perpetuam a celebração, porque como diz o samba, esse ritmo que ele tanto amava, "o show tem que continuar!"

Ingredientes:

- 6 batatas médias;
- 500 g de bacalhau (eu usei lascas);
- flores de brócolis;
- 2 tomates pequenos;
- 1 pimentão verde;
- 2 ovos;
- 1 cebola média;
- azeitonas pretas;
- azeite;
- limão ou vinagre;
- sal e pimenta a gosto.

Não tem segredo. É colocar as batatas para cozinhar em água com sal e descascá-las quando amornarem, cortando-as em rodelas não muito finas. Elas forrarão o fundo do refratário. Cubra com o bacalhau cozido (não deixe de colocar o bacalhau de molho um dia antes para tirar o sal), os tomates em rodelas, tiras de pimentão, as flores de brócolis cozidas no vapor e os ovos cozidos em rodelas. Usei azeitonas pretas, mas fica ao gosto do freguês. Aliás, podemos acrescentar cenouras, ervilhas e o que mais tivermos na despensa. Regue com azeite extravirgem, sal e pimenta. Eu costumo levar à geladeira e sirvo fria. Bom apetite! ;-)

Outubro 31, 2008

Pastel da Dona Luiza


Algumas receitas são especiais. A importância não reside na especialidade das coisas, mas nos significados que têm para nós. Esta receita é repleta de significados para mim. De todas as que minha mãe prepara, nenhuma me dá mais prazer do que esta, é sua "assinatura".
Depois de tanto tempo sem um post, precisava retornar com uma receita que me emociona, que lembra minha infância, que tem sabor de passado.

A massa é leve, crocante nas pontas, suave e macia por dentro. O recheio é o que sua imaginação permitir, mas minhas papilas águam pelo sabor "familiar" da carne moída, do queijo, da banana com canela... Coisa de mãe. Sentimentos de cumplicidade com minha mãe surgem ao cozinhar. Alimentar, afinal, é uma ato de amor.

Como toda receita de mãe, medidas exatas não são o forte. Minha mãe diz que sabe " de olho" a quantidade das coisas. Esse negócio de X ml disso, X xícaras daquilo não funciona com mães. Então a "pedra segue como cantada": escrevo como ela me ditou.

Ingredientes:

- 1 tablete de manteiga ou margarina (usar em temperatura ambiente);
- 1 gema;
- 1 copo de água (250 ml aproximadamente);
- farinha de trigo (juro que vou medir da próxima vez);
- sal a gosto.

Misturar todos os ingrediantes com a farinha de trigo. Acrescente farinha até que a massa solte das mãos. Massas são temperamentais: muita farinha, fica dura; pouca, não solta das mãos. É incrível, mas é assim: precisamos da justa medida (Aristotélico isso).

Faça bolinhas com as mãos, pouco maiores que um brigadeiro. Cada bolinha será um pastel. :-D

Polvilhe o local onde vai abrir a massa com farinha, para não grudar. Abra uma bolinha com um rolo. Mais uma vez elas parecem temperamentais: enquanto abrimos, elas teimam em encolher, mas é assim mesmo. Insista, persevere! Elas acabam desistindo e formando um pequeno círculo. Então, recheie com o que desejar.

Dobre o círculo, formando uma meia-lua e feche o pastel, firmando as extremidades com o garfo, não muito forte para a massa não rasgar. Frite em óleo bem quente e delicie-se quando esfriar um pouquinho. ;-)

Setembro 09, 2008

Cozinhas dos sonhos

Eu estou adorando cozinhar. Para mim, que não sabia fritar um ovo até casar, o processo de aprendizado tem sido muito rico, que começou com a reforma do apartamento, onde a primeira coisa que defini foi como aproveitar ao máximo o espaço de experimentação que seria a cozinha.

Como moro em um "apertamento", com aquelas cozinhas típicas de prédios modernos, compridas e estreitas, tive que me concentrar em trazer luz, praticidade e precisão nas medidas.

As cores que estavam em mente eram o verde e o branco. Ficou clara, com aspecto de limpeza e do meu jeitinho. Deixei as nuances de verde para a cerâmica que reveste as paredes, que imita pastilhas (mesmo assim, em tons beeeeem suaves), e para o granito verde ubatuba da pia. O resto é branco, incluindo os armários (não gosto daqueles detalhes de MDF coloridos, acho cansativo).

Mas até hoje fico sonhando com uma cozinha com mais espaço, daquelas antigas, quadradas, que cabem uma mesa para uma conversa informal enquanto peparo o jantar... Vejam o que encontrei nas andanças pela web.

Adoro ladrilhos hidráulicos. É o revestimento que mais gosto, embora o custo seja relativamente alto. Custam em média entre 7-12 reais cada peça. Nesta cozinha, vemos o casamento feliz da rusticidade do ladrilho e da mesa de jantar com a modernidade dos armários de metal, da coifa e da geladeira de última geração. Eu particularmente adoro a combinação da madeira, dos ladrilhos em tons de verde e marrom e do vermelho de cadeiras e objetos.

Mais uma com ladrilhos, em amarelo. Contraste com a mesa rústica vermelha e demais tons neutros. E muita, muita luz natural...

Predominância do branco, com uma pitada de amarelo. Enjoando da cor, é só mudar ou acrescentar objetos. Já repararam nas prateleiras? É uma forte tendência, vejam.


Nada de cor? Seguem algumas cozinhas bem clarinhas e cheias de luz.

Colorir móveis antigos e paredes é a forma mais comum de imprimir seu estilo e dar personalidade aos ambientes.


E aí? Como é a cozinha dos seus sonhos?

Fotos: Absolutely Baeutiful Things, Casa e Jardim, Elledecor, Living etc., Viver Bem

Setembro 03, 2008

Buffet Italiano


Gente, recebi este e-mail hoje pela manhã e fiquei extasiada com o que vi. Se não bastassem as comidas, me perdi observando cada detalhe que decora o ambiente do restaurante.


Vale a visita. É uma provocação gastronômica!


Abra o link acima e, após carregar a foto, arraste o mouse sobre a mesma, com o botão apertado, para se ver sob todos os ângulos. Para dar zoom, gire o botão do mouse.

### Gente, depois do Luís, do Outras Comidas, me perguntar onde ficava esta típica cantina italiana, fui buscar mais informações na net e descobri que esta é uma visão panorâmica do restaurante Blue Moon, que fica em - pasmem - Lima, no Peru! Descobri que ele dispõe da segunda maior adega exposta do mundo, com mais de 17500 garrafas... Perdição pura. Obrigada, Luís! ####

Agosto 31, 2008

Espelho, espelho meu...


Esta foto me encantou ao primeiro olhar. A combinação da cômoda de madeira, do espelho veneziano, das flores, dos livros e porta-retratos me fez sentir acolhida.

Eu venho “namorando” a idéia de ter um espelho faz tempo, desde que coloquei aquele já comentado móvel antigo com tampo de mármore na minha sala. Acima do móvel, fica uma parede hoje branca e vazia e, como ele funciona como aparador, acho que ficaria legal dispor um espelho sobre ele, mas não consegui definir um modelo ideal.

Já pensei em usar um espelho redondo, simples, bisotado. Seria o contraponto entre um móvel de época e um espelho de visual limpo, contemporâneo. Clean.

Mas quando vi esta foto do espelho veneziano sobre a cômoda, fiquei tentada a usar um sobre o móvel da minha sala.

Aí, comecei a viajar: pensei em colocar um cor mais intensa na parede ao fundo do móvel, como berinjela, o que daria destaque ao móvel e ao espelho e combinaria com o rosa do mármore.

Mas fica o medo de enjoar da cor, do espelho, de sobrecarregar o ambiente... Ô vida! Meu lado “conservador” acaba me deixando indecisa!

Procurando mais informações sobre os tais espelhos venezianos, descobri que eles voltaram com força total no mundo do design de interiores, desde o ano passado. Eles foram vistos em vários eventos do ramo, como o Casa Cor 2007, em projetos de vários decoradores renomados. E a versatilidade foi a palavra-chave: os venezianos aparecem em banheiros, salas, quartos, em móveis e objetos e até nas áreas externas.

Enquanto não decido, deixo aqui algumas imagens obtidas na busca e sou toda ouvidos para sugestões! ;-)



Fotos: Revista Viver Bem, Absolutely Beautiful Things, Casa da Chris

Agosto 28, 2008

Minha história com o Cardamomo


Gente, preciso dizer que eu não conhecia o cardamomo, uma plantinha da família do gengibre, nativa das florestas úmidas da Índia, do Sri Lanka, da Malásia e de Sumatra, muito usada como tempero - caro por sinal! Para mim, um tempero desconhecido até pouco tempo.

Ele já foi Rei no Colher de Tacho, e foi nesse universo cyber que eu descobri sua existência, porém eu nunca tinha visto ou experimentado até que, no aniversário de uma amiga, fui apresentada à plantinha. rs

Explico: esta amiga é dona de um restaurante muito bacana daqui do Rio e o chef que elaborou o cardápio estava no aniversário dela, pois são muito amigos. Devidamente apresentados, o papo de culinária foi loooonge, tagarelamos horas a fio sobre tudo! Até que eu comentei com ele a minha revolta por não conhecer o cardamomo. Ele não se fez de rogado: foi até a cozinha e, para minha total surpresa e deleite, voltou de lá com uma cápsula, envolvida por uma casca fininha, clara, repleta de sementinhas negras, grudadinhas.

Gente, que aroma é aquele? Que mágica há naquelas sementinhas que, como por encanto, fizeram meu olfato sentir o cheiro de um oriente distante, de um exótico e desconhecido mundo que se revelava num perfume único. Começou aí minha história de amor com o cardamomo. Acreditem, eu embrulhei aquela cápsula num guardanapo com todo o cuidado e levei pra casa! Não quis saber! Tinha que experimentar - e logo!

No dia seguinte, preparei um frango ensopado, confort food mesmo, rapidinho, básico, na minha adorada panela de pedra, e coloquei algumas sementinhas (3, eu acho) do cardamomo. Ficou diferente de tudo o que eu já tinha experimentado antes. E o perfume foi longe... Dizem que uma sementinha no café faz toda a diferença. ;-)

O ensopadinho levou meio peito de frango, 2 batatas grandes picadas, uma cenoura pequena em cubinhos, uma cebola pequena, alho, dois tomates pelados, sal e pimenta, 3 sementinha de cardamomo. Aqueci um fio de óleo na panela, dourei bem o frango (mas parece que ele não pegou cor!) e em seguida acrescentei a cebola e o alho, deixando dourar também. Coloquei os tomates picadinhos e as batatas, envolvendo para pergar o gosto, como diz minha mãe. Em seguida, coloquei água o suficiente para cobrir tudo, e deixei cozinhar, acrescentando água quando necessário, até a batata ficar macia. Temperei com sal, pimenta e coloquei o cardamomo no meio do processo, depois que a água já havia evaporado um pouco. A cenoura eu cozinhei à parte, pois estava muito gelada e dura, fiquei com receio de não ficar macia o suficiente. Comidinha simples e gostosa! Aprovada com louvor. ;-)

Agosto 25, 2008

Humor II

Às vezes bate uma preguiça...