maio 11, 2008

Para o Boto e outros amiguinhos do peito

Foto: Design Sponge


Gente, eu adoro bichos. Minha infância inteira eu quis ter um cachorro, mas morei muitos anos em um apartamento muito pequeno. Minha mãe se recusava a dividir pouco mais de 50 metros quadrados com cinco pessoas e um bichinho. Hoje concordo com ela, acho que eles merecem um pouco de espaço, um lugar para brincar, etc.

Quando vi esta foto, lembrei do Boto, o filhote da Fabrícia, e guardei nos meus arquivos para depois dividir com vocês.

A "cama" para o cachorro, uma mala antiga com uma almofada, revestida com um tecido de motivos étnicos (cashmere), é muito original.

Malas antigas e baús são um "hit" na decoração, acomodando álbuns de fotos, livros, revistas ou quaiquer coisas que precisamos ter à mão, mas que acabam ocupando preciosos centímetros em roupeiros, estantes...

Vasculhem já seus armários, os da vovó e mãos à obra! ;-)

maio 09, 2008

Delicadeza


Adoro coisas delicadas. São bem o meu estilo, minha cara. Gosto de listras multicor, patchwork, flores miúdas em tecidos e enxoval, cores suaves. Quando vi o trabalho desta artista plástica americana, Susan Holme, me encantei. Alguns poderiam pensar que só nossas avós comprariam suas telas. Eu discordo.

O que mais vejo são trabalhos de artistas renomados que não me despertam emoção alguma. Podem dizer que não sei ver a arte naquele monte de "rabiscos", don't mind! Susan me encantou com a delicadeza que pouco vemos atualmente, e que sinto que as pessoas querem resgatar.

Pois como dizia Nietzche, "temos a arte para que a verdade não nos destrua."

maio 08, 2008

Recentes aquisições


Como qualquer ser humano do sexo feminino, adoro umas comprinhas! ;-)
Essas foram algumas das minhas recentes aquisições:
- um conjunto de crochê com seis peças, que me foram vendidas como suportes para copos e pratos quentes, mas que no meu ver podem ser usadas das mais diferentes formas. Preço: R$4,00. Sim, este é o valor do conjunto. Uma bagatela!
- um chapéu, que comprei com uma senhorinha tão gracinha que deu vontade de levar todos! Ela deve ter uns 70 anos, obviamente não cometi a indelicadeza de perguntar sua idade, né? Cada um mais lindo que o outro! As flores são de crochê e fitas coloridas e podem ser usadas separadamente. Preço: R$8,00. Outra bagatela!
- dois cortes de tecido, que usarei para diferentes fins. Com o de folhagens, vou fazer um jogo de sousplat; com o de "patchwork", vou mandar fazer um porta-edredom. Não são lindos?
Beijos!

maio 03, 2008

Amizades - a gente é tanta gente


"... e aprendi que se depende sempre,
de tanta muita diferente gente.
Toda pessoa sempre é as marcas
das lições diárias de outras tantas pessoas.

E é tão bonito quando a gente entende
que a gente é tanta gente
onde quer que a gente vá.

E é tão bonito quando a gente sente
que nunca está sozinho
por mais que pense estar..."
Caminhos do Coração - Gonzaguinha


Este post é dedicado à cada amizade que fiz em função deste blog.

Preciso dizer da imensa alegria que é receber cada mensagem, cada palavra, cada incentivo de vocês.

Dia desses, conversava com algumas pessoas sobre o blog e a repercussão na minha vida. A idéia foi despretenciosa e simples: apenas registrar e dividir minhas paixões com algumas pessoas.

Imaginei leitores familiares, poucos comentários, nada de mais. Não que isso não fosse bacana ou importante, claro que é. Mas devo fazer uma confissão pública: estou impressionada com a união da "galera da cozinha". Como é participativa! Um comenta no blog da outro, dá dicas, troca receitas, manda e-mails... Obviamente que isso dá ânimo, força e vontade de continuar!

Tenho feito contatos com tanta gente bacana, o que me faz ver que há pessoas em outros tantos lugares gostando e pensando coisas parecidas, se não iguais a mim. Posso ter uma visão meio "romantica", meio cor-de-rosa da vida, mas prefiro ser assim, sabe? Prefiro acreditar nas pessoas e é com o coração aberto que as procuro.

Assim, quando recebo e-mails e recados carinhosos, quando encontro afinidades em outras tantas pessoas, vejo o quanto este pequeno e despretencioso blog me ofereceu.

E entendo quando o poeta nos diz que "a gente é tanta gente". Sim, sou um pouco de cada um de vocês.

As flores são uma pequena retribuição deste carinho, espero que gostem.

Um beijo no coração.

Aperitivo: camarões miúdos fritos no azeite

Gente amiga, ando numa correria sem fim. Hoje não tive tempo nem de almoçar, mas preparei um mimo para mim, porque de vez em quando eu mereço me presentear com algo que gosto! rsrsrs
O escolhido bateu na porta: um peixeiro passou por aqui vendendo camarões fresquinhos. Não resisti: comprei dois quilos. Um exagero para uma casa com duas pessoas.
Pensei: e daí? Não faltarão sugestões com o que prepará-los, não é mesmo?
Com os miudinhos, eu fiz este aperitivo que adoro. Temperei com sal, limão e pimenta do reino, fritei no azeite aromatizado com alho e me deliciei!
Olha, eu não bebo cerveja como o Marido, mas dessa vez até eu tomaria um gole de uma bem gelada. Acho que esse aperitivo pede, ainda mais no calor do Rio de Janeiro... rsrsrs
Vai um pouquinho aí? ;-D

abril 27, 2008

Antes e depois


No post anterior, disse que não tinha uma foto do "antes" do sofá anos 60, pois não tínhamos uma câmera digital na época. Marido, para minha surpresa e alegria, havia registrado e guardado fotos de vários dos nossos móveis que foram reformados/ restaurados, tomando emprestada a câmera da Renata, minha concunhada. Olhem como era o móvel antes da reforma! Finalmente, o primeiro Antes e Depois do Trivial Básico! ;-D

Cantinho de trabalho

Quero dividir com vocês um pouquinho do meu mundo particular, da minha casa. Nada melhor do que mostrar então o cantinho de onde me comunico com vocês. Este é o último quarto lá de casa, o "da bagunça" mesmo, aquele que sempre preciso tomar cuidado para não virar de cabeça para baixo. Esta foto retrata o que há de frente para o roupeiro: uma escrivaninha com o meu já surrado computador, um sofá e a estante.

Este sofá, aliás, tem uma história bacana. Ele pertecia a uma tia do Marido, que nos presenteou quando soube que estávamos mobiliando a casa nova. Tem o desenho característico dos anos 60, com almofadas soltas (vanguarda, não?) e com abertura nas laterais que o transforma numa cama de solteiro. Para o Marido, trouxe muitas lembranças, já que ele dormia em um igual quando criança... Quando ganhamos, estava revestido pelo tecido original (!), um corvim verde. Ficou com uma carinha nova com o chenile "telha", deixando com aspecto mais moderninho. Na época eu não tinha máquina digital para registrar o antes e o depois, uma pena!

A estante foi uma aquisição recente. Precisava guardar algumas coisas que ficavam em armários, ocupando espaços preciosos. Num apartamento pequeno, é preciso organização e aproveitamento de cada centímetro. O quadro é da artista plástica carioca Patrícia Masgrau. Aguardo ansiosa os comentários! ;-)

Filés de peixe da Dona Luiza

Esta receita foi preparada pela minha mãe, Dona Luiza, de forma bem simples. Muitas vezes o melhor da cozinha está na comidinha caseira, nos tempeiros fresquinhos, no cuidado com o preparo, naquele toque especial de família. O conceito de comfort food vem daí, do resgate da simplicidade, da memória afetiva, das sensações agradáveis que trazem bem-estar e que estão intimamante ligadas à nossa história de vida. Simplicidade e sabor: trivial e básico.

Mãe usou:
- 3 filés de pescada;
- 2 batatas grandes;
- 1 tomate pequeno;
- 1 cebola pequena;
- 1/2 pimentão vermelho;
- coentro;
- sal & pimenta;
- limão;
- azeite extravirgem.

Fez assim:
Temperou os filés com sal, pimenta-do-reino e limão. Untou uma assadeira com azeite. Dispôs as batatas cortadas em rodelas e pré-cozidas (levemente, para não desmancharem) no fundo da assadeira e acomodou os filés de pescada por cima. Acrescentou o tomate, a cebola e meio pimentão cortados em rodelas e o coentro. Por cima de tudo, azeite extravirgem. Levou ao forno médio até cozinhar por completo. Serviu com arroz branco e salada de alface americana com tomates cereja e palmito. Mãe, estava divino! Aliás, como sempre...

Calma

Foto: Design Sponge

Nessa correria cotidiana, para mim, não há nada melhor do que chagar em casa, tomar um bom banho e relaxar. O quarto é meu cantinho favorito para isso. Minha cama é meu refúgio. Fiz questão de escolher cada objeto, cada ítem do enxoval, tudo. E preciso confessar que gosto de conforto nesse caso: procurei ter lençóis de puro algodão e uma cama (box) confortável. São poucos os luxos dos quais não abro mão e esse é um deles. O outro é boa comida e mesa farta.
Quando vi esta foto, me encantei com sua a simplicidade e, ao mesmo tempo, requinte. Fique pensando no segredo do encantamento. Uma cor suave nas paredes (fendi?), móveis brancos, enxoval com tons de verde (amo esta cor), flores frescas, abajour de vidro. O detalhe: a cômoda antiga foi customizada, reparem na frente das gavetas. O adesivo de luminária está na mesma nuance das paredes; é uma idéia interessante, muito usada atualmente. Gosto muito desse visual, pois me transmite exatamente o que busco num quarto: calma e relaxamento. Qual o estilo do seu quarto?

abril 21, 2008

Macaroni & Cheese da Cinara



Eu descobri esta receita faz tempo no blog da queridíssima Elvira, embora a receita original tenha vindo do blog da Cinara, outra cozinheira de mão cheia que descobri por essas bandas cybernéticas. O Cinara`s Place é um achado para os amantes da boa comida como eu. Confesso que esta receita foi daquelas que ficaram na lista de espera para testar. Eu gosto muito do cheddar e minha mãe não gosta: ela é apaixonada por esse queijo. Assim, nada melhor do que fazer um agrado à essa pessoa que tanto já me mimou nessa vida. Fiz neste final de semana, antes de viajar para Teresópolis, uma belíssima cidade serrana do interior do Estado do Rio de Janeiro. Cinara, obrigada! Não sou a primeira a testar e a cobrir de elogios, mas os créditos são todos teus! Um beijo!

Ingredientes:

- 250 g de massa fusilli grano duro;
- 4 colheres (sopa) de manteiga;
- 4 colheres (sopa) de farinha de trigo (acho que usei colheres cheias demais, usarei menos da próxima vez);
- sal;
- pimenta do reino;
- 1 pitada de noz-moscada;
- 2 xícaras de chá de leite morno;
- 150g (ou 3 a 4 punhados) de queijo cheddar ralado em fios;

Fiz assim:

Cozinhei a massa a massa com um fio de óleo, sal e um cubo de caldo de carne. Pré-aqueci o forno a 200ºC. Untei a assadeira com manteiga.

Derreti a manteiga em fogo baixo. Em seguida, acrescentei a farinha e mexi até intregrar e borbulhar. Como recomendado pela Cinara, fui colocando o leite aos poucos sem parar de mexer. Acrescentei o sal, uma pitada de pimenta do reino e a pitada de nós moscada. Acrescentei o queijo cheddar ralado e, quando incorporado, apaguei o fogo.

O molho não ficou muito líquido, mas ainda assim resolvi fazer como Elvira e levar ao forno por um tempo. Alternei as camadas de massa e de molho na assadeira, terminando com o molho, e deixei no forno por uns 15 minutos. A diferença foi que coloquei um pouco do queijo ralado por cima, o que garantiu um sorriso da minha mãe ao ver o prato. O que me chamou a atenção foi a rapidez e a simplicidade de se preparar, o que mostra que a boa cozinha não precisa ser complicada. Divino!