agosto 02, 2009

Picanha no forno e arroz piamontese


Este prato é ótimo para servir aos amigos em um dia frio, acompanhado de um vinho tinto leve. Parece complexo e elaborado, mas é tão simples que de primeira eu já acertei! E olha que não faz muito tempo que aprendi a fritar ovos...rs Aprovado com louvor.
Ingredientes para o arroz:
-3 xícaras de arroz parboilizado;
-3 e ½ xícaras de caldo de frango;
-1 lata de cogumelos em conserva;
-2 copos de vinho branco seco;
-1 cebola média;-2 dentes de alho;
-200g de manteiga; use manteiga mesmo!!
-100g de queijo parmesão; vale a pena investir em uma boa marca
-200g de mussarela;
- 1 e ½ xícara de creme de leite fresco ou 1 caixinha de 200g; e
-sal e pimenta branca a gosto;

Pulo do gato?

Não tem, mas minha dica é deixar tudo preparado antes de iniciar. Lave o arroz (não muito) e deixe escorrer até secar. Enquanto isso, fatie os cogumelos, pique bem a cebola, esprema o alho, dissolva os 2 tabletes de caldo de frango (preferencialmente os sem gordura!) em 2 litros de água, rale os queijos e deixe à mão os demais ingredientes. Quando dá tempo, eu escorro o caldo em um pano limpo, sem uso, para retirar os resíduos dos temperinhos que vem nos caldos de frango. Use manteiga de qualidade e um bom queijo parmesão, pois faz sim diferença. Tudo pronto?

Vamos lá:

Doure a cebola e o alho em metade da manteiga. Junte o arroz cru, já sequinho, refogue bem e acrescente o vinho branco. Deixe secar esse líquido completamente e só então acrescente o caldo de frango. Tampe a panela, baixe o fogo, tempere com sal e pimenta e deixe cozinhar normalmente. Após 8-10 minutos, aproximadamente, observe se o arroz está úmido, ainda sem secar completamente. O ideal é que o arroz fique “al dente” e úmido, para que possa dar “liga”. Nesse ponto, junte os cogumelos fatiados, acrescente o restante da manteiga, o creme de leite e os queijos, tomando o cuidado de incorporar os ingredientes aos poucos. Corrija o sal e, se for necessário, acrescente leite até que o arroz fique com a consistência que você desejar. Retire do forno e sirva em seguida.

A picanha:

Simples. Para uma peça de picanha de 1kg aproximadamente, utilize 3 kg de sal grosso. Cubra o fundo de uma assadeira com 1 kg do sal e coloque a picanha com a gordura virada para cima e cubra com o restante do sal grosso. Não pode deixar nenhuma parte exposta! Leve ao forno médio a alto por 50 minutos (para quem prefere ela mais mal passada por dentro) ou mais. O sal criará uma “crosta” dura e resistente, que impedirá que o suco da carne se perca, cozinhando-a em seu próprio líquido. Ao retirar do forno, quebre a crosta de sal, fatie e sirva com o arroz.

Pizza da Dona Luiza

Pizza. Hum. Pizza... Quem não gosta? Pode ser vegetariano, natureba, vai comer pizza de alfafa e broto de feijão, com farinha integral, mas vai amar essa delícia. Receita de massa cada um tem a sua. Eu confesso que não sou tarada por pizza não, posso viver sem ela, mas quando penso em comer, prefiro a da minha mãe. Massa alta, fofa, leve, aquele monte de queijo derretido por cima e muito tomate! Tem quem prefira a massa tipo biscoito. Eu gosto também, enche menos, come-se mais. rs Entretanto, o diferencial aqui é justamente dividir com os amigos o nosso mundo, o nosso modo de fazer. Essa receita é fácil, rápida e faz um sucesso danado. Se testar, escreva-me dizendo o que achou. Grande beijo!

Ingredientes:

- 5 colheres cheias ou 1 tablete de manteiga (minha mãe usa margarina);
- 30 gramas de fermento de pão;
- 1 colher de sopa rasa de açúcar;
- 1 colher de chá de sal;
- 1 copo de leite morno;
- 1 colher de chá de cebola ralada; e
- 3 xícaras de farinha de trigo.

Faça assim: dissolva o fermento no leite morninho. Em seguida, acrescente os ingredientes em um recipiente e misture tudo. A massa é mole mesmo, não precisa acrescentar mais farinha. Deixe descansar, se for possível, por uns 30 minutos. Depois, lambuze as mãos com óleo para poder modelar, trabalhar a massa, espalhando-a lentamente pelos tabuleiros. Como é mole, fica mais trabalhosa para espalhar. Compensa. Espalhou? Coloque por cima o molho de tomate de sua preferência ou faça o seu, usando tomates italianos frescos (aqueles mais compridinhos e carnudos), cebola e muitos verdinhos, levando ao fogo até reduzir e engrossar. Cubra com mozzarella ralada a gosto, rodelas de tomate e manjericão. O topo você colore com o que quiser e gostar. Eu amo rúcula com parma! Qual o seu preferido?

(Re)começar


Amigos, visitantes do blog.

Quanto tempo!

Estava com sinceras saudades de escrever aqui e de visitar os blogs amigos.

O motivo do sumiço foi uma sucessão de acontecimentos que culminaram numa completa falta de tempo e de condições (físicas e mentais) para este espaço aqui, que é um deleite pra mim.

Foram momentos difíceis, duros, porém construtivos para mim, sobretudo do ponto de vista do crescimento e amadurecimento pessoal.

Estudei muito, fiquei doente, mudei de emprego, fui convocada por um concurso público, tive algumas perdas e muitos ganhos. Foi preciso canalizar toda a energia para outras atividades e para mim mesma. Então, algumas coisas, por mais prazerosas que fossem, tiveram de ser deixadas de lado em favor de tudo o que estava ocorrendo em minha vida. Mas a paixão pela culinária e pela decoração continuam. Mas já não sou mais a mesma pessoa. O olhar apurou, o paladar também.

Vou postar algumas coisas que estiveram guardadas, mas com o tempo vocês perceberão as mudanças de que falo aqui. A vida é assim, estamos em eterna transformação e "o caminho se faz ao caminhar." Caminhemos, juntos, então!

Grande beijo.

dezembro 25, 2008

Feliz natal



Diante do bolo iluminado, abraças, feliz,

os entes amados que chegaram de longe...

Ouves a música festiva que passa, de leve,

por moldura de harmonia às telas da natureza...



Entretanto, quando penetrares o templo da oração,

reverenciando o Mestre que dizes amar, mentaliza o estábulo pobre.

Ignoramos de que estrela estaria chegando o Sublime Renovador,

mas todos sabemos em que ponto da Terra começou ele o apostolado divino.



Recorda as mãos fatigadas dos tratadores de animais,

os dedos calosos dos homens do campo,

o carinho das mulheres simples que lhe ofertaram as primeiras gotas do próprio leite

e o sorriso ingênuo dos meninos descalços que lhe receberam do olhar a primeira nota de esperança.



Lembra-te do Senhor,

renunciando aos caminhos constelados de luz para acolher-se,

junto dos corações humildes que o esperavam, dentro da noite,

e desce também da própria alegria, para ajudar no vale dos que padecem..



Contemplarás, de alma surpresa, a fila dos que se arrastam,

de olhos enceguecidos pela garoa das lágrimas.

Ladeando velhinhos que tossem ao desabrigo,

há doentes e mutilados que suspiram pelo lençol de refúgio na terra seca.



Surgem mães infelizes

que te mostram filhinhos nus e crianças desajustadas

para quem o pão farto nunca chegou.


Trabalhadores cansados falam do abandono

e jovens subnutridos se referem ao consolo da morte...


Divide, porem, com eles o tesouro de teu conforto

e de tua fé e nos recintos de palha e sombra a que te acolhes,

encontrarás o Cristo no coração, transfigurando-te a vida,

ao mesmo tempo que, nos escaninhos da própria mente,

escutarás, de novo, o cântico do Natal,

como de repetido na pauta dos astros:



- Glória a Deus nas alturas e boa vontade para com os homens!...

Meimei

dezembro 03, 2008

Pavê de cupuaçu



Faz uns 8 anos que experimentei pavê de cupuaçu pela primeira vez. A fruta é da região norte, mas foi aqui no Rio, na Ilha do Governador, num restaurante especializado em comida nordestina, que provei dessa receita. Sobremesa incrível, exótica, muito diferente.
Desde então, ficava com água na boca só de lembrar. Fiz uma longa busca por esta receita navegando na net, até encontrar uma bem simples que resolvi tentar. Queria testar para ver se ficaria parecida com aquela que tanto gostava.

A única coisa que me lembrava era que o pavê tinha um polvilhado acima do creme que eu não sabia do que era feito. Não é que descobri por acaso? Era apenas biscoito maisena triturado até virar um pó, peneirado por cima! Olha, e ficou parecido com o que comia tempos atrás na Ilha.

Mas atenção: não recomendo esta receita se não tiver certeza de que gostem do cupuaçu. O sabor é forte da fruta, então nem sempre agrada a todos os paladares. Em casa, ficou meio a meio: minha mãe e meu marido não gostaram; meu irmão ficou no muro; eu e minha cunhada adoramos. Prove e diga o que achou! ;-)
Ingredientes:
- 400g de polpa de cupuaçu (usei polpa da fruta congelada, 2 saquinhos);
- 2 latas de leite condensado (eu prefiro o Moça);
- 2 latas de creme de leite sem soro (ou a mesma quantidade de creme de leite fresco);
- 2 pacotes de biscoito maisena.

Bati a polpa e o leite condensado no liquidificador. Envolvi o creme de leite (bem gelado) aos poucos até formar um único creme. Alternei o creme e os biscoitos, em camadas, e por último coloquei alguns biscoitos batidos no liquidificador até virar um pó por cima, para finalizar. Não molhei os biscoitos em leite, pois queria uma consistência mais firme e sequinha. Delícia. ;-)

novembro 24, 2008

Sling da Paula


Vocês já conhecem minha paixão pelo artesanato, pelo hand-made, e por tudo o que é novo e curioso. rs O SLING é um pouco de tudo isso e foi paixão à primeira vista. Numa descrição crua, podemos dizer que é basicamente um tecido de 1 X 2 m com uma argola de metal específica e serve para carregar bebês. rs O tecido é ajustado com o corpo do bebê e da pessoa que irá segurá-lo, funcionando como uma bolsa de canguru. Permite várias posições, é simples, funcional, totalmente seguro e muito confortável para o bebê.


O primeiro que vi foi o de uma amiga, Daniela, que tem vários e leva prá todo lado. E quem fez os dela foi Paula (foto), uma pessoa queridíssima e muito habilidosa. Para quem quiser, coloco aqui o contato dela no Elo7, onde poderão conhecer melhor seu trabalho, que é lindo! As fotos que estão aqui são dela, devidamente autorizadas. Não tenho filhos (ainda! rs), mas certamente já estou anotando as dicas com as amigas e repassando, pois o que é bacana a gente divide. ;-)

novembro 15, 2008

Salada de Bacalhau


Uma comidinha rápida para este calor intenso do Rio de Janeiro. Esta salada é fresca, viva, cheia de cores e sabores. Lembra os muitos natais que passei em Mauá, na casa dos meus tios, onde a comida era farta e o ritmo era o samba. Nada menos carioca. Graças à figura ímpar do tio Luiz Carlos, sei de cor todos os sambas da Vila Isabel. Sentimos falta do tio-baixotinho, os natais não são mais os mesmos, pois ele irradiava alegria e energia. Mas as saladas perpetuam a celebração, porque como diz o samba, esse ritmo que ele tanto amava, "o show tem que continuar!"

Ingredientes:

- 6 batatas médias;
- 500 g de bacalhau (eu usei lascas);
- flores de brócolis;
- 2 tomates pequenos;
- 1 pimentão verde;
- 2 ovos;
- 1 cebola média;
- azeitonas pretas;
- azeite;
- limão ou vinagre;
- sal e pimenta a gosto.

Não tem segredo. É colocar as batatas para cozinhar em água com sal e descascá-las quando amornarem, cortando-as em rodelas não muito finas. Elas forrarão o fundo do refratário. Cubra com o bacalhau cozido (não deixe de colocar o bacalhau de molho um dia antes para tirar o sal), os tomates em rodelas, tiras de pimentão, as flores de brócolis cozidas no vapor e os ovos cozidos em rodelas. Usei azeitonas pretas, mas fica ao gosto do freguês. Aliás, podemos acrescentar cenouras, ervilhas e o que mais tivermos na despensa. Regue com azeite extravirgem, sal e pimenta. Eu costumo levar à geladeira e sirvo fria. Bom apetite! ;-)

outubro 31, 2008

Pastel da Dona Luiza


Algumas receitas são especiais. A importância não reside na especialidade das coisas, mas nos significados que têm para nós. Esta receita é repleta de significados para mim. De todas as que minha mãe prepara, nenhuma me dá mais prazer do que esta, é sua "assinatura".
Depois de tanto tempo sem um post, precisava retornar com uma receita que me emociona, que lembra minha infância, que tem sabor de passado.

A massa é leve, crocante nas pontas, suave e macia por dentro. O recheio é o que sua imaginação permitir, mas minhas papilas águam pelo sabor "familiar" da carne moída, do queijo, da banana com canela... Coisa de mãe. Sentimentos de cumplicidade com minha mãe surgem ao cozinhar. Alimentar, afinal, é uma ato de amor.

Como toda receita de mãe, medidas exatas não são o forte. Minha mãe diz que sabe " de olho" a quantidade das coisas. Esse negócio de X ml disso, X xícaras daquilo não funciona com mães. Então a "pedra segue como cantada": escrevo como ela me ditou.

Ingredientes:

- 1 tablete de manteiga ou margarina (usar em temperatura ambiente);
- 1 gema;
- 1 copo de água (250 ml aproximadamente);
- farinha de trigo (juro que vou medir da próxima vez);
- sal a gosto.

Misturar todos os ingrediantes com a farinha de trigo. Acrescente farinha até que a massa solte das mãos. Massas são temperamentais: muita farinha, fica dura; pouca, não solta das mãos. É incrível, mas é assim: precisamos da justa medida (Aristotélico isso).

Faça bolinhas com as mãos, pouco maiores que um brigadeiro. Cada bolinha será um pastel. :-D

Polvilhe o local onde vai abrir a massa com farinha, para não grudar. Abra uma bolinha com um rolo. Mais uma vez elas parecem temperamentais: enquanto abrimos, elas teimam em encolher, mas é assim mesmo. Insista, persevere! Elas acabam desistindo e formando um pequeno círculo. Então, recheie com o que desejar.

Dobre o círculo, formando uma meia-lua e feche o pastel, firmando as extremidades com o garfo, não muito forte para a massa não rasgar. Frite em óleo bem quente e delicie-se quando esfriar um pouquinho. ;-)

setembro 09, 2008

Cozinhas dos sonhos

Eu estou adorando cozinhar. Para mim, que não sabia fritar um ovo até casar, o processo de aprendizado tem sido muito rico, que começou com a reforma do apartamento, onde a primeira coisa que defini foi como aproveitar ao máximo o espaço de experimentação que seria a cozinha.

Como moro em um "apertamento", com aquelas cozinhas típicas de prédios modernos, compridas e estreitas, tive que me concentrar em trazer luz, praticidade e precisão nas medidas.

As cores que estavam em mente eram o verde e o branco. Ficou clara, com aspecto de limpeza e do meu jeitinho. Deixei as nuances de verde para a cerâmica que reveste as paredes, que imita pastilhas (mesmo assim, em tons beeeeem suaves), e para o granito verde ubatuba da pia. O resto é branco, incluindo os armários (não gosto daqueles detalhes de MDF coloridos, acho cansativo).

Mas até hoje fico sonhando com uma cozinha com mais espaço, daquelas antigas, quadradas, que cabem uma mesa para uma conversa informal enquanto peparo o jantar... Vejam o que encontrei nas andanças pela web.

Adoro ladrilhos hidráulicos. É o revestimento que mais gosto, embora o custo seja relativamente alto. Custam em média entre 7-12 reais cada peça. Nesta cozinha, vemos o casamento feliz da rusticidade do ladrilho e da mesa de jantar com a modernidade dos armários de metal, da coifa e da geladeira de última geração. Eu particularmente adoro a combinação da madeira, dos ladrilhos em tons de verde e marrom e do vermelho de cadeiras e objetos.

Mais uma com ladrilhos, em amarelo. Contraste com a mesa rústica vermelha e demais tons neutros. E muita, muita luz natural...

Predominância do branco, com uma pitada de amarelo. Enjoando da cor, é só mudar ou acrescentar objetos. Já repararam nas prateleiras? É uma forte tendência, vejam.


Nada de cor? Seguem algumas cozinhas bem clarinhas e cheias de luz.

Colorir móveis antigos e paredes é a forma mais comum de imprimir seu estilo e dar personalidade aos ambientes.


E aí? Como é a cozinha dos seus sonhos?

Fotos: Absolutely Baeutiful Things, Casa e Jardim, Elledecor, Living etc., Viver Bem

setembro 03, 2008

Buffet Italiano


Gente, recebi este e-mail hoje pela manhã e fiquei extasiada com o que vi. Se não bastassem as comidas, me perdi observando cada detalhe que decora o ambiente do restaurante.


Vale a visita. É uma provocação gastronômica!


Abra o link acima e, após carregar a foto, arraste o mouse sobre a mesma, com o botão apertado, para se ver sob todos os ângulos. Para dar zoom, gire o botão do mouse.

### Gente, depois do Luís, do Outras Comidas, me perguntar onde ficava esta típica cantina italiana, fui buscar mais informações na net e descobri que esta é uma visão panorâmica do restaurante Blue Moon, que fica em - pasmem - Lima, no Peru! Descobri que ele dispõe da segunda maior adega exposta do mundo, com mais de 17500 garrafas... Perdição pura. Obrigada, Luís! ####